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Atletismo

ATLETISMO PARALÍMPICO – COMPETIÇÃO ESCOLAR

OBJETIVO:
O objetivo desse documento é orientar escolas a como organizar competições de Atletismo paralímpico de nível escolar, de acordo com as regras da Federação Internacional, a qual é representada pelo Comitê Paralímpico Internacional (IPC) para a modalidade em questão.
Além disso, foram consideradas ações necessárias para a realização da competição, tais como estrutura física, atendimento médico e profissionais envolvidos, entre outras necessidades que serão abordadas nesse documento.

CLASSIFICAÇÃO FUNCIONAL:
Em todas as modalidades paralímpicas existe a classificação funcional, a qual tem por objetivo deixar a competição mais justa, em igualdade de condições frente aos diversos tipos e graus de deficiências. Para cada modalidade existe uma classificação específica e a denominação é feita por uma ou duas letras seguidas por um número, a qual caracteriza a classe do atleta. Quanto maior o número, menor o grau do comprometimento.
No Atletismo, utiliza-se T e F, T vem do inglês track (pista) e F field (campo), seguidos dos números detalhados abaixo:
11, 12 e 13: atletas deficiência visual. Atletas da classe T11 (deficiência visual total – cego) obrigatoriamente correm vendados e com um atleta-guia. Atletas da classe T12 (baixa visão) podem optar por correr com atleta-guia, e correm obrigatoriamente sem venda. Atletas T13 (baixa visão) correm obrigatoriamente sem venda e sem atleta-guia.
20: atletas com deficiência intelectual
31 a 34: atletas com paralisia cerebral que utilizam de cadeira de rodas (pista) ou bancos de lançamento (campo) para competir.
35 a 38: atletas com paralisia cerebral (ambulantes)
40 e 41: atleta anão ou com baixa estatura. Para essas classes apenas são disponíveis provas de arremesso e lançamentos.
42 a 44: atletas com amputação de membro (s) inferior (es)
45 a 47: atletas com amputação de membro (s) superior (es)
51 a 58 (51 a 54 – Pista e Campo; 55 a 58 – Campo): atletas que competem em cadeira de rodas (pista) e bancos de lançamento (campo) com deficiência de origem não cerebral

CATEGORIAS ETÁRIAS:
CATEGORIA A: 12 a 14 anos
CATEGORIA B: 15 a 17 anos
PISTA:
Para a competição, deverá ser utilizada uma pista de atletismo (oficial) de 400m, a qual pode ter seis ou oito raias.  
Nas provas de pista, utiliza-se blocos de partida (opcional para categoria A e classes T35 a 38 de ambas categorias). Lembrando que atletas das classes T51 a T54 não fazem uso de blocos, já que utilizam cadeira de rodas esportivas para competir.
Uma adaptação na pista acontece nas provas raiadas das classes T11 e T12, nas quais cada atleta deverá ser “balizado” em duas raias (torna-se, na prática, uma raia dupla), uma para ele próprio e outra para o atleta-guia. Portanto, em provas raiadas T11 e T12 sempre haverá apenas quatro competidores (em caso de oito raias) por série.
Para as provas de campo nas quais os atletas utilizam bancos de lançamento, são necessárias adaptações referentes à fixação do banco, por exemplo plataformas com ganchos e esticadores.

PROVAS:

  • Corridas (Velocidade e Meio-Fundo)

Categoria A: 100m, 300m e 1000m
Categoria B: 100m, 400m e 1500m

  • Arremesso e Lançamentos

Categoria A: Lançamento de Pelota e Arremesso de Peso
Categoria B: Lançamento de Dardo e Arremesso de Peso

  • Saltos

Categoria A e B: Salto em Distância
O número de tentativas pode ser determinado pela organização da competição (previsto no regulamento da competição), podendo ser três, quatro ou seis, por exemplo.

IMPLEMENTOS:
Pelota

A pelota é utilizada para a categoria em substituição ao dardo, devido à similaridade da técnica de lançamento.
Peso
O peso é utilizado para ambas categorias.
Dardo
O dardo é utilizado apenas na categoria B, devido à complexidade do manuseio do implemento com a técnica adequada de lançamento.
Os implementos possuem pesos diferentes, de acordo com as classes e faixas etárias, previstos no livro de regras do IPC.

OUTRAS NECESSIDADES
Arbitragem; equipamentos da arbitragem:
Para uma competição de atletismo são necessários cerca de 50 membros da arbitragem. Além disso, são necessários os equipamentos para aferição, tais trenas, cronômetros, photofinish (sistema de cronometragem eletrônica), súmulas, balança para aferição de implementos, entre outros.
Serviços Médicos:
Para a realização da competição é necessário serviços de atendimento médico (socorristas) e ambulância em caso de necessidade de remoção.
Medalhas:
Aquisição de medalhas conforme regulamento da competição, por exemplo, ouro, prata e bronze, por prova disputada e, ainda, por categoria.
Estrutura Física:
Tendas para a montagem da arena, por exemplo: setores do campo, tenda médica, tenda para o público (em caso de não haver local apropriado);
Pódio;
Sala para controle de resultados/secretaria da competição (poderá ser utilizada tenda caso não haja sala disponível);
Energia elétrica, internet, materiais de escritório (canetas, folhas de sulfite), notebook, impressora, suprimentos de informática e de escritório.
Banheiros adaptados: caso a estrutura da arena não ofereça banheiros adaptados/acessíveis, será necessária contratação de banheiros químicos adaptados.

 


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